Conheça mais sobre as doenças causadas pelo carrapato

ANAPLASMA

     A anaplasmose trombocítica canina é uma enfermidade de grande importância na clínica de pequenos animais, principalmente quando não diagnosticada precocemente, retardando o início da terapia adequada. Os sinais clínicos variam com a severidade da infecção, a resposta imunológica do hospedeiro, os órgãos atingidos e a presença de co-infecção com outros microrganismos transmitidos pelo mesmo vetor. A incidência desta enfermidade vem aumentando nos últimos anos.

      A anaplasmose trombocitica canina é uma doença causada por uma bactéria gram negativa, pertencente à ordem Rickettssiales, família Anaplasmataceae e gênero Anaplasma. O agente etiológico da anaplasmose canina que infecta as plaquetas do cão é denominado de Anaplasma platys causando um quadro clínico denominado de trombocitopenia infecciosa cíclica canina. Há ainda um outro agente pertencente a esta família denominado Anaplasma phagocytophilum que pode parasitar os leucócitos polimorfonucleares dos cães, ainda não descrito em cães no Brasil. O agente A. platys é visualizado como inclusões basofílicas no interior de plaquetas em esfregaços corados com corante Giemsa ou Panótico. O vetor carrapato conhecido é o Riphicephalus sanguineus .A evolução da anaplasmose trombocítica canina varia de leve a severa no cão. É caracterizada por trombocitopenia cíclica com parasitemia inicial onde um grande número de plaquetas são parasitadas. Alguns dias após a infecção há a diminuição brusca no número de plaquetas e o agente causal desaparece da circulação. A contagem plaquetária retorna a valores próximos aos de referência em aproximadamente quatro dias. A parasitemia e trombocitopenia subseqüentes tendem a ocorrer periodicamente em intervalos de uma a duas semanas. Por este motivo a doença também é conhecida como trombocitopenia cíclica canina. Com a diminuição do número de plaquetas infectadas, a trombocitopenia pode continuar severa ou diminuir de  intensidade. Os sinais clínicos começam após um período de incubação de oito a quinze dias, com alguns sinais digestivos (vômito e/ou diarréia), anorexia e distúrbios hemostáticos